A escola não é lugar de barriga

  • Rohr D
  • Schwengber M
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Abstract

A escola pública e a gravidez em jovens alunas foram o tema central da dissertação de mestrado Experiências escolares de meninas-mães da periferia de Ijuí-RS, da qual este artigo é fruto. Assim sendo, discute-se neste estudo a relação das escolas públicas com as alunas gestantes ou mães, a partir da fala das equipes diretivas acerca das ações que as escolas procuram desenvolver ao se depararem com os temas da sexualidade e da gravidez no seu cotidiano. Além disso, procuram-se entender os limites e as possibilidades da escola ao defrontar-se com uma aluna gestante e da aluna ao perceber-se como uma gestante na escola. Quanto à escola, parece que é vista como um não lugar de barrigas, pois a gravidez de uma jovem aluna aponta para certo estranhamento, mesmo que invisível, entre a gestante e a escola. A pesquisa evidenciou que nenhuma das escolas possui um projeto para o ano letivo que trabalhe com as questões da sexualidade, da gravidez, mas o que acontecem são ações isoladas dentro de uma ou outra disciplina. Além disso, pode-se perceber que quando as jovens deixam de frequentar a escola, esta tenta, de várias formas, trazê-las novamente para as aulas, muitas vezes, sem sucesso.

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Rohr, D. R., & Schwengber, M. S. V. (2015). A escola não é lugar de barriga. Educação (UFSM), 40(3), 683–696. https://doi.org/10.5902/198464447756

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