Abstract
A toxoplasmose, infecção ocasionada pelo protozoário Toxoplasma gondii, constitui um sério problema de saúde pública, podendo ser fatal em indivíduos imunocomprometidos ou em infecções congênitas. Na toxoplasmose congênita, a doença é resultante da transferência de parasitos para o feto por via transplacentária ou durante o parto, em virtude da infecção primária da mãe, ou por reagudização. As manifestações clínicas para o neonato são diversas, com consequências potencialmente fatais ou debilitantes que podem atingir principalmente o sistema nervoso central e/ou gerar comprometimento ocular. Dependendo da fase gestacional, o tratamento atual da toxoplasmose congênita limita-se à utilização de espiramicina ou, ainda, em infecção fetal confirmada, à combinação de sulfadiazina e pirimetamina associadas ao ácido folínico. Entretanto, estes esquemas terapêuticos podem apresentar efeitos tóxicos ao embrião/feto. Diante disso, pesquisas têm analisado terapêuticas alternativas para esta infecção. Foram analisados os seguintes compostos: artemisinina, atovaquona, azitromicina e diclazuril. Observa-se que artemisinina e atovaquona podem apresentar efeitos teratogênicos dose-dependentes. Já os fármacos azitromicina e diclazuril têm apresentado resultados promissores quando utilizados em modelos murinos ou cultura de células, entretanto sua eficácia ainda não foi totalmente comprovada em humanos. Os compostos
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Barbosa, M. A., Angelin, L. G., Asai Saikawa, G. I., Cesar De Oliveira, C. J., Da Silva, S. S., Vendruscolo, J. W., … Costa, I. N. (2015). POTENCIAIS ALTERNATIVAS TERAPÊUTICAS EM ESTUDO PARA A TOXOPLASMOSE CONGÊNITA: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA. Revista de Patologia Tropical, 44(1). https://doi.org/10.5216/rpt.v44i1.34798
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