Análise Espacial com SIG de Parâmetros Ambientais e Comportamento Hidrológico (Chuva-Vazão) de uma Bacia de drenagem Montanhosa na Serra Dos Órgãos: Bacia Do Paquequer, Município De Teresópolis, RJ.

  • Silveira C
  • Ramos J
N/ACitations
Citations of this article
27Readers
Mendeley users who have this article in their library.

Abstract

Este trabalho tem como objetivos principais apresentar e analisar, por meio de Sistema de Informação Geográfica, a distribuição espacial dos parâmetros ambientais, na escala 1:50.000, e discutir a possível influência destes na dinâmica hidrológica de chuvavazão da bacia do Paquequer. Este rio (5ª ordem, 30 km de comprimento) nasce na Serra dos Órgãos e drena 269 km2 para o vale do Paraíba do Sul. A pluviosidade anual varia de 1500 mm a jusante da bacia até mais de 3000 mm na cabeceira e as chuvas predominam no verão. Em 1996, a vegetação da bacia era composta por um mosaico de diferentes estágios de sucessão ecológica até Floresta Ombrófila Densa - Mata Atlântica, em fragmentos de diferentes tamanhos, e 25 % da área com uso urbano/rural. Na bacia ocorrem 3 unidades geológicas (Granito Teresópolis, Batólito Serra dos Órgãos (gnaisse) e Unidade Rio Negro (migmatito). Os afloramentos rochosos (5 % da área) são importantes feições da paisagem (principalmente no Granito Teresópolis). As unidades estão sobrepostas por colúvios, colúvios ricos em blocos, elúvio e pouca quantidade de depósitos aluvionares. Os Cambissolos são dominantes, com poucos Latossolos (preferencialmente associados a Unidade Rio Negro) e Gleissolos nos vales. Uma coletânea, unificação e análise das relações espaciais dos dados de geologia, solos, declividade, formação superficial, hidrografia, vegetação e uso mapeados pelo projeto Teresópolis (UERJ/IBGE) foi elaborada por intermédio do ArcGis Desktop 9.2. Os resultados do SIG apontam que a geologia da bacia condiciona diferentes paisagens. No Granito Teresópolis as classes de maior declividade, os afloramentos rochosos e os colúvios com blocos têm maior significado. As classes Gleissolo e Latossolo adquirem importância significativa na unidade Rio Negro. A investigação por meio de GPR e granulometria de uma sub-bacia identificou padrões geofísicos e granulométricos associados à rocha fresca, solo e colúvio com blocos. Na Estação Parnaso (INMET) (cabeceira da bacia do Paquequer) choveu 2945 mm no ano monitorado, enquanto na Estação Providência (UERJ/CPRM) (fim da bacia) choveu 1447 mm. Os meses de novembro a março foram os mais chuvosos e junho a setembro os mais secos. A vazão média do rio Paquequer ao longo de um ano é de 5,6 m3/s. A vazão mensal acompanha as tendências da precipitação, sendo controlada pela precipitação na cabeceira. A hidrógrafa decorrente de um evento de chuva na cabeceira da bacia demora entre 10 a 34 horas para alcançar o fim da bacia. Em termos hidrológicos a presença dos paredões rochosos, o uso urbano e os Cambissolos e solos litólicos (menos desenvolvidos) são os responsáveis pelos fluxos mais rápidos. Entretanto a forma alongada, os colúvios e elúvios são fontes de fluxos mais lentos que estabelecem uma boa correlação entre a chuva na cabeceira e a vazão na saída da bacia.

Cite

CITATION STYLE

APA

Silveira, C. S., & Ramos, J. A. S. (2007). Análise Espacial com SIG de Parâmetros Ambientais e Comportamento Hidrológico (Chuva-Vazão) de uma Bacia de drenagem Montanhosa na Serra Dos Órgãos: Bacia Do Paquequer, Município De Teresópolis, RJ. Revista Brasileira de Geomorfologia, 8(1). https://doi.org/10.20502/rbg.v8i1.83

Register to see more suggestions

Mendeley helps you to discover research relevant for your work.

Already have an account?

Save time finding and organizing research with Mendeley

Sign up for free