Estrategia educativa para la prevención del cáncer de cuello uterino en indígenas: una experiencia de investigación-acción participativa

  • Vargas-Cruz S
  • Velásquez-Jiménez C
  • Fandiño-Osorio V
  • et al.
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Abstract

El objetivo fue evaluar los cambios en los conocimientos, actitudes y prácticas sobre el cáncer de cuello uterino después de una intervención educativa en el marco de investigación-acción participativa con pueblos indígenas del Resguardo El Paujil, Guainía, Colombia. Se realizó un diagnóstico con enfoque intercultural y participativo. Posteriormente, se diseñó e implementó la estrategia educativa. La investigación en todas sus etapas tuvo participación de lideresas de la comunidad. La estrategia se evaluó mediante una encuesta sobre conocimientos, actitudes y prácticas sobre el cáncer de cuello uterino. Los efectos se determinaron al comparar los cuestionarios antes y después de la intervención con la prueba de Mann-Whitney y el chi-cuadrado. Participaron en la estrategia educativa 957 mujeres. Hubo un aumento significativo en el nivel de conocimientos sobre el cáncer de cuello uterino antes (8,5%) y después (12,5%) de la intervención (p < 0,001) y en la práctica de la citología vaginal (64,4% y 73,9%; p = 0,0467). Sin embargo, el escaso conocimiento que tenían sobre la relación del virus del papiloma humano con el cáncer de cuello uterino y sobre factores de riesgo como la multiparidad o el inicio temprano de relaciones sexuales no cambió con la intervención. Se encontró un aumento significativo en los conocimientos de las mujeres de bajo nivel educativo después de la intervención. La educación en salud con enfoque intercultural en el marco de la investigación-acción participativa es efectiva para mejorar los conocimientos y prácticas para la prevención del cáncer de cuello uterino en comunidades vulnerables. Sin embargo, para obtener mejores resultados es importante que los proyectos sean de mayor duración para construir relaciones de confianza con las comunidades.This study aimed to evaluate changes in knowledge, attitudes, and practices on cervical cancer after an educational intervention in the framework of participatory action research with Indigenous peoples of the El Paujil reservation, Guainía, Colombia. A diagnosis was made with an intercultural and participatory approach. Subsequently, the educational strategy was designed and implemented. Community leaders actively participated in the research during all stages. The strategy was evaluated via a survey on knowledge, attitudes, and practices about cervical cancer. The effects were determined by comparing pre- and post-intervention questionnaires with the Mann-Whitney and chi-squared tests. Overall, 957 women participated in the educational strategy. The level of knowledge about cervical cancer significantly improved, increasing from 8.5% to 12.5%, before and after the intervention (p < 0.001), respectively. The percentage of Pap smear testing also increased, from 64.4% to 73.9% (p = 0.0467). However, the limited knowledge about the relationship between HPV and cervical cancer, and about risk factors such as multiparity or early initiation of sexual intercourse remained the same. After the intervention, a significant increase in the knowledge of women with low educational level was found. Health education with an intercultural approach within the participatory action research framework is effective in improving knowledge and practices for the prevention of cervical cancer in vulnerable communities. However, for optimal results, it is important to hold long-term projects in order to build trust relationships with the communities.Este estudo buscou identificar as mudanças de conhecimento, atitudes e práticas sobre o câncer do colo do útero após uma intervenção educativa de uma pesquisa-ação participativa com povos indígenas da Reserva El Paujil, Guainía, na Colômbia. Foi realizado um diagnóstico a partir de uma abordagem intercultural e participativa. Posteriormente, foi elaborada e implementada uma estratégia educacional. A pesquisa contou com a participação de lideranças comunitárias em todas as suas etapas. A estratégia foi avaliada por meio de um questionário sobre conhecimentos, atitudes e práticas sobre o câncer do colo do útero . Os efeitos foram determinados pela comparação dos questionários pré e pós-intervenção com o teste de Mann-Whitney e qui-quadrado. Participaram 957 mulheres da estratégia educacional. Houve aumento significativo em relação ao nível de conhecimento sobre câncer do colo do útero (de 8,5% antes para 12,5% após a intervenção; p < 0,001) e na realização do exame Papanicolau (de 64,4% para 73,9%; p = 0,0467). No entanto, o conhecimento limitado das participantes sobre a relação do HPV com o câncer do colo do útero e sobre fatores de risco como multiparidade ou início precoce da vida sexual não se alterou com a intervenção. Houve um aumento significativo do conhecimento das mulheres com baixa escolaridade após a intervenção. A educação em saúde centrada em uma abordagem intercultural no âmbito da pesquisa-ação interpretativa é eficaz para melhorar os conhecimentos e práticas de prevenção do câncer do colo do útero em comunidades vulneráveis. No entanto, para obter melhores resultados, é importante que os projetos tenham uma duração mais longa para criar relações de confiança com as comunidades.

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Vargas-Cruz, S. L., Velásquez-Jiménez, C. M., Fandiño-Osorio, V., Sarmiento-Medina, M., Monsalve-Córdoba, M., & Amaya, M. P.-D. (2025). Estrategia educativa para la prevención del cáncer de cuello uterino en indígenas: una experiencia de investigación-acción participativa. Cadernos de Saúde Pública, 41(4). https://doi.org/10.1590/0102-311xes170423

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