Abstract
Desde 1680, o processo de ocupação humana na Ilha do Mosqueiro transformou bastante a estrutura original de sua paisagem. Maior entre as ilhas que compõem o arquipélago e distrito administrativo de Belém do Pará, encontra-se hoje sob forte pressão antrópica. Neste sentido, objetivou-se investigar a paisagem cultural da ilha em 30 anos. Para tal, empregaram-se métricas da paisagem para averiguação de quão dispersa e fragmentada ela se encontra. Neste estudo foram utilizadas imagens do satélite Landsat e conhecimentos de sensoriamento remoto e geoprocessamento. Os resultados demonstraram que é preciso se adotar medidas para preservação dos remanescentes de floresta como critério da manutenção da biodiversidade da ilha. Os resultados anuais da evolução paisagística para cada classe (ha/ano), demonstraram valores expressivos quanto aos aumentos de área na ordem de 116, 13 e 145 ha/ano de incremento para Núcleo Habitacional, Exploração Mineral e Sucessão Secundária, respectivamente; e antagônicos em relação a classe Floresta Ombrófila Densa das Terras Baixas, que diminuiu na ordem de 200 ha/ano em área. Isto representa uma perda de 66% da floresta em 30 anos e se estabelece como evento particular considerável, quando comparado ao estimado para a Amazônia Legal nos últimos 40 anos, na ordem de 18%.
Cite
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Sales, G. M., Borges, M. da S., Pereira, J. L. G., Thalês, M. C., & Almeida, A. S. de. (2018). PAISAGEM CULTURAL DA ILHA DO MOSQUEIRO: EVOLUÇÃO ESPAÇO-TEMPORAL (1986 - 2016). Caminhos de Geografia, 19(65), 204–217. https://doi.org/10.14393/rcg196515
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