Mediação escolar: sobre habitar o entre

  • Vargas T
  • Rodrigues M
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RESUMO A inclusão escolar surgiu como um desafio e exigiu que as escolas revissem sua estrutura e criassem novas formas de ensinar. O mediador escolar acompanha o estudante durante seu dia letivo, buscando intervir, potencializando seu processo de aprendizagem, socialização e desenvolvimento. Pelo viés da cartografia, a pesquisa aqui construída se propõe a mapear processos intrincados no âmbito da mediação escolar realizada com crianças ditas autistas ou psicóticas. As vias de trabalho criativas, não normatizantes e não medicalizantes possíveis à prática da mediação escolar abrigam-se no adotar de uma postura ético-política, a qual tensiona o lugar ocupado pelo mediador. Guiada por esse posicionamento, a mediação escolar pode inaugurar vias de trabalho que produzam vida e reconheçam a singularidade da pessoa em situação de inclusão.RESUMEN La inclusión escolar ha surgido como un desafío y ha exigido que las escuelas repasaran su estructura y crearan nuevas formas de enseñar. El mediador escolar le sigue al estudiante a lo largo de su día lectivo, e interviene con el objetivo de potenciar su proceso de aprendizaje, socialización y desarrollo. Bajo la perspectiva de la cartografía, la investigación que aquí se construye se propone a mapear procesos intrincados en el ámbito de la mediación escolar, realizada con niños autistas o psicóticos. Las vías de trabajo creativas, no normativas y no medicamentales posibles a la práctica de la mediación escolar se dirigen a la adopción de una postura ético-política, que crea tensión en el lugar que ocupa el mediador. Guiada por estas ideas, la mediación escolar puede inaugurar vías de trabajo que produzcan vida y que reconozcan la singularidad de la persona en situación de inclusión.ABSTRACT School inclusion emerged as a challenge and required schools to revise their structure and create new ways of teaching. The school mediator accompanies the student during his school day, seeking to intervene, potentializing their learning process, socialization and development. Through the bias of cartography, the research built here proposes to map intricate processes in the scope of school mediation carried out with so-called autistic or psychotic children. The creative, non-normative and non-medicalizing ways of working to practice school mediation are based on adopting an ethical-political stance, which stresses the place occupied by the mediator. Guided by this position, school mediation can inaugurate ways of working that produce life and that recognize the uniqueness of the person in the inclusion situation.

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Vargas, T. B. T., & Rodrigues, M. G. A. (2018). Mediação escolar: sobre habitar o entre. Revista Brasileira de Educação, 23. https://doi.org/10.1590/s1413-24782018230084

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