Abstract
A historiografia brasileira por muito tempo encarou a escravidão de forma bastante rígida. O escravo foi visto alternadamente como herói ou vítima e, sempre, como objeto, fosse de seus senhores, de seus próprios impulsos ou mesmo da História que se propunha a estudá-lo. 'Negociação e conflito' propõe uma nova abordagem do tema, resgatando as pequenas e grandes conquistas do dia-a-dia daqueles que, inversamente ao que até hoje se supôs, resistiam a se tornar meras engrenagens do sistema que os escravizara. Eduardo Silva e João José Reis mostram que, entre a passividade absoluta e a agressividade cega que os historiadores acostumaram-se a atribuir ao escravo, havia uma posição intermediária - a da negociação, a do compromisso com o sistema, a da engenhosidade no sentido de conquistar, em meio a todas as adversidades, um espaço onde se pudesse construir o próprio viver.
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Conrad, R. (1991). Negociação e conflito: A resistência negra no Brasil escravista. Hispanic American Historical Review, 71(1), 155–156. https://doi.org/10.1215/00182168-71.1.155
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