Abstract
Este texto trata de analisar o papel da música em algumas experiências de reformulação de matrizes curriculares em escolas indígenas do Brasil central, especialmente em populações timbira, como os Krahô, Apinajé, Gavião e Krikati. Estas matrizes curriculares têm como eixo a elaboração de novas práticas pedagógicas, as quais tomam como base a musicalidade de cada população. Estas experiências se dão em diálogo com o Núcleo Takinahaky de Formação Superior Indígena da Universidade Federal de Goiás. Deste modo, busca-se refletir, em primeiro lugar, acerca do potencial musical nos processos de ensino e aprendizagem das escolas em tela, evidenciando-se concepções interessantes sobre música, cultura e pedagogia. Em seguida, busca-se questionar o modelo de matriz curricular típico da educação escolar brasileira contemporânea, que diminui o valor da educação musical para a formação das pessoas e tem como base valores eurocêntricos. Propõe-se, por fim, políticas públicas de educação escolar indígena voltadas aos regimes de conhecimento ameríndios, nos quais a musicalidade tem papel preponderante. Desta forma, aventa-se a possibilidade de se contribuir para a descolonização das escolas indígenas brasileiras.
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Herbetta, A. (2016). ENTRE A CANTORIA E A SALA DE AULA: REFLEXÕES SOBRE O PAPEL DA MÚSICA EM NOVAS MATRIZES CURRICULARES DE ESCOLAS TIMBIRA. Espaço Ameríndio, 10(1), 34. https://doi.org/10.22456/1982-6524.64609
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