Abstract
O conceito de Inteligência Emocional surgiu em 1990, proposto pelos pesquisadores Peter Salovey eJohn Mayer. No entanto, tornou-se conhecido mundialmente após a publicação do livro Inteligência Emocional,em 1995, por Daniel Goleman. Desde então, além do interesse popular gerado, o construto tambémprovocou certo “rebuliço” no âmbito científico. Para compreender alguns aspectos dessa polêmica, aprimeira parte deste artigo apresenta uma aproximação teórica ao novo construto, relacionando-o comperspectivas teóricas acerca da inteligência e da emoção, situando a inteligência emocional no bojo das propostasalternativas à definição e compreensão clássica da inteligência humana. A segunda parte apresenta osresultados de um trabalho de pesquisa, divulgado no I Congresso de Inteligência Emocional (realizadoem 2007, Málaga-Espanha), que consistiu em analisar sistematicamente uma parte da produção acadêmicaproveniente dos cursos de pós-graduação stricto sensu (Mestrado Profissional, Mestrado Acadêmico eDoutorado) do Brasil, para averiguar que interesse científico o construto da Inteligência Emocional despertouno âmbito acadêmico brasileiro. Foram revisados os resumos de teses e dissertações, registrados noBanco de Teses da CAPES, abarcando o período de 1990 a 2006. A freqüente afirmação de que “ointeresse científico pela inteligência emocional tem sido crescente” não se evidencia com relação à produçãoacadêmica analisada. Os resultados desse trabalho exploratório mostram a existência
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Andrade Neta, N. F., García, E. G., & Gargallo, I. S. (2017). A INTELIGÊNCIA EMOCIONAL NO ÂMBITO ACADÊMICO: Uma aproximação teórica e empírica. Psicologia Argumento, 26(52), 11. https://doi.org/10.7213/rpa.v26i52.19807
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