Abstract
A o longo do processo histórico produzem-se relações sociais que en-gendram contradições que conduzem a um salto qualitativo no modo dos seres humanos produzirem sua existência na sociedade. Assim foi a passagem do modo de produção antigo para a sociedade feudal e desta para o atual modo de produção capitalista. Do mesmo modo, mudanças qualitativas na base científico-técnica na produção, dentro das mesmas relações sociais classis-tas, conduzem, ao mesmo tempo, a possibilidades ampliadas de exploração e a contradições mais agudas que indicam a necessidade de superação deste modo de produção. Com Karl Marx aprendemos que os modos de produção classistas engendram, em sua estrutura constitutiva, um metabolismo em que as determina-ções básicas que os dinamizam são contraditórias e se constituem em obstáculo e os conduzem a crises e desenvolvimento de forças sociais que, em dado momento, os implodem. Assim, a escravidão e o servilismo foram o dinamismo dos modos de produção pré-capitalistas e, em dado momento, obstáculos e geradores na determinação de suas crises e de sua superação. O modo de produção capitalista, por não superar a estrutura de classes, tem na contradição entre a exponencial capacidade e a necessidade de desenvolver forças produtivas, armas para aumentar a exploração da classe trabalhadora e a concentração de capital, mas, ao mesmo tempo, a incapacidade de socializar a produção fruto do trabalho. Contradição que o conduziu a revoltas, guerras por disputa de poder e mercados e, também, revoluções socialistas. Depois de mais de dois séculos de vigência hegemônica do sistema capi-talista de produção social vivemos, por combinação de determinações históricas, num contexto onde o sistema capital esgrima sua violência e vingança sem disfarce
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Frigotto, G. (2015). Trabalho: Horizonte 2021. Educação & Sociedade, 36(132), 821–826. https://doi.org/10.1590/es0101-73302015156426
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