Abstract
Este artigo busca compreender o novo significado atribuído ao riso e ao Carnaval pelas autoridades religiosas e civis no século XVII, tendo como objeto de investigação a Utopia, obra homônima à de Thomas Morus, publicada em 1640 e escrita por Jakob Bidermann, jesuíta alemão, dramaturgo e futuro inquisidor da Igreja Católica em Roma. O texto relata a viagem de três amigos para um país imaginário chamado Utopia, onde os habitantes festejam um eterno Carnaval, o caos é institucionalizado, as regras da cultura estão suspensas, os cidadãos andam mascarados, e bebe-se e come-se em demasia. Os viajantes experimentam as terríveis consequências deste “mundo de cabeça para baixo” e as inseguranças de um lugar que vive imerso em vício, vaidade, violência e excesso; descobrem então que o mundo real, se baseado nas virtudes e na moral cristã, e principalmente se guiado pela Igreja Católica, torna-se um lugar muito mais verdadeiro, tranquilo e belo de se viver. Este artigo também discute a escolha do título e o significado de “utopia” concebido pelo texto.
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Brandão, J. C. (2017). O país do carnaval. Revista de Ciências Do Estado, 2(1), 171–206. https://doi.org/10.35699/2525-8036.2017.5024
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