Abstract
Uma etnografia sobre a transnacionalização do Grupo de Capoeira Angola Irmãos Guerreiros (GCAIG) nos conduziu a duas categorias que qualificam diferentes formas de Capoeira: “esporte” e “cultura”. O uso nativo de tais noções remete à existência de disputas no campo da Capoeira que associam “cultura” com um saber “tradicional” e “esporte” com um saber “erudito”. Visamos aqui descrever algumas implicações políticas desses usos em dois contextos contemporâneos: Brasil e Portugal. Concluímos que a perspectiva “cultural” ganha força no Brasil gerando espaço para a multiplicidade de saberes nativos, enquanto que em Portugal a perspectiva “esportiva” prevalece submetendo grupos de diferentes vertentes a uma única forma de organização.
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Brito, C. de. (2016). A política cultural da capoeira contemporânea: uma etnografia sobre os casos brasileiro e português. Mediações - Revista de Ciências Sociais, 21(2), 97. https://doi.org/10.5433/2176-6665.2016v21n2p97
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