Abstract
Introdução: Na infância, o câncer representa um risco elevado de mortalidade, por isso a preocupação em realizar tratamentos rápidos e eficazes. Contudo, o tratamento pode resultar em efeitos colaterais graves, entre eles a ototoxicidade. Objetivo: Investigar a associação entre a quimioterapia e os limiares auditivos da população oncológica pediátrica. Além disso, verificar a presença de queixa auditiva, os limiares psicoacústicos por frequência, a relação entre o diagnóstico auditivo e as variáveis: idade, sexo e orelha (esquerda ou direita). Métodos: Estudo transversal, observacional e contemporâneo. Foram avaliadas 42 crianças com diagnóstico oncológico de ambos os sexos, sendo 17 do sexo feminino e 25 do sexo masculino, entre 7 e 11 anos e 11 meses de idade. Todas realizaram audiometria tonal liminar para avaliação audiológica periférica. Resultados: A média de idade da amostra foi de 8,7 anos (DP = 1,08). Foram diagnosticadas seis perdas auditivas sensorioneurais (14,3%) e uma perda auditiva condutiva (2,4%). Identificaram-se limiares auditivos limítrofes em 31 crianças (73,8%). Conclusão: Verificou-se na amostra que alterações nos limiares auditivos estão associadas à exposição à quimioterapia. Constatou-se maior prevalência de limiares limítrofes e perda auditiva na orelha esquerda, no sexo masculino, predominando na faixa etária dos 8 anos de idade.
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Franciozi, C., Borges, V. M. S., Gregory, L., Zen, P. R. G., & Sleifer, P. (2025). Análise dos Limiares Auditivos da População Oncopediátrica Submetida a Tratamento Quimioterápico. Revista Brasileira de Cancerologia, 71(2). https://doi.org/10.32635/2176-9745.rbc.2025v71n2.4804
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