Abstract
RESUMO Esse ensaio tem o intuito de trazer ao debate o uso de aspectos discursivos e eufemísticos da sedução organizacional, que podem disfarçar violência e sofrimento no trabalho. Discute-se o conceito de "sedução organizacional" como um recurso discursivo. Este atrai o indivíduo para defender qualquer ideia ou ação, em nome da produtividade no trabalho. A dinâmica encontra-se calçada no gerencialismo, sobre o qual se imputam práticas perversas de gestão. Sugere-se pensar tal paradoxo das relações de trabalho, por meio de referenciais críticos de gestão, tais como a Psicodinâmica e Clínica do Trabalho. Cumpre defender a manutenção do sofrimento criativo, por meio da inteligência prática, dos coletivos de trabalho e do reconhecimento, como balizadores importantes à saúde mental do trabalhador. Palavras-chave: Discurso organizacional. Sedução organizacional. Psicodinâmica e Clínica do Trabalho.
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Vieira, F. D. O. (2014). “QUEM VÊ CARA, NÃO VÊ CORAÇÃO”: ASPECTOS DISCURSIVOS E EUFEMÍSTICOS DA SEDUÇÃO ORGANIZACIONAL QUE DISFARÇAM VIOLÊNCIA E SOFRIMENTO NO TRABALHO. Revista Economia & Gestão, 14(36). https://doi.org/10.5752/6416
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