Comportamentos e traços de personalidade: Traços gerados para comportamentos de duas dimensões de personalidade

  • Jerónimo R
  • Garcia-Marques L
  • Garrido M
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Abstract

No âmbito da investigação do processo da formação de impressões de personalidade, especial-mente relevante para o presente estudo, é habitualmente solicitado aos participantes que procurem formar uma impressão acerca da personalidade de um indivíduo hipotético, utilizando para o efeito um conjunto de frases que descrevem comportamentos exibidos por esse indivíduo, e essas descrições comportamentais são, habitualmente, seleccionadas de modo a ilustrarem uma determinada dimensão ou traço de Também no âmbito do estudo da inferência espontânea de traços, são apresentadas aos participantes frases que descrevem comportamentos de cada um de vários indivíduos hipotéticos, e averiguado de que modo são espontaneamente inferidos traços de personalidade a partir desses comportamentos (e.g., Bargh et al. No contexto deste tipo de paradigmas torna-se importante assegurar que os comportamentos seleccionados para a pesquisa são de facto ilustrativos de um determinado traço de personalidade. O procedimento comummente utilizado com esse objectivo consiste, numa situação de pré-teste, em solicitar a uma amostra independente de participantes que produzam frases que descrevam comporta-mentos por eles considerados ilustrativos de um determinado traço de personalidade. Posteriormente, essas descrições de comportamentos são submetidas a uma segunda avaliação por uma amostra independente de participantes, consistindo em cotar cada um desses comportamentos em escalas de personalidade (por exemplo, " Quão simpático/antipático considera este comportamento? ") (e.g., Garrido, 2003). O problema deste tipo de procedimento é que o facto de um comportamento ser cotado no pré-teste como sendo, por exemplo, simpático, não garante que esse seja o traço mais facilmente inferido pelos participantes. Por exemplo, poderá dar-se o caso de, para esse mesmo comportamento, ser inferido mais frequentemente o traço honesto do que simpático, ainda que quando considerada apenas a dimensão simpatia-antipatia esse comportamento ser considerado mais simpático do que antipático. Por esta razão, na presente investigação é utilizado um procedimento adicional de pré-teste dos comportamentos. Nomeadamente, é solicitado aos participantes que, numa situação de formação de impressões a respeito de um indivíduo hipotético, para cada um dos comportamentos apresentados gerem traços de personalidade que considerem ser ilustrados pelo comportamento em causa. Apresenta-se, então, no presente estudo a análise dos traços de personalidade, correspondentes e não correspondentes 1 , gerados para um conjunto de 96 comportamentos, dos quais, de acordo com os procedimentos tracionais de pré-teste, 24 são considerados ilustrativos de simpatia, 24 de antipatia, 24 de inteligência, e 24 de estupidez. 1 Entende-se por traços correspondentes os traços gerados que coincidem com o significado do comportamento em causa (por exemplo, o traço " prestável " gerado para o comportamento " Ajudou um vizinho a carregar as compras pela escada acima "). Entende-se por traços não correspondentes os traços gerados que não coincidem com o significado central do comportamento em causa (por exemplo, " sem pressa " ou " distraído " gerados para o comportamento " Numa bicha de supermercado deixou passar à sua frente uma pessoa cheia de pressa ").

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Jerónimo, R., Garcia-Marques, L., & Garrido, M. (2013). Comportamentos e traços de personalidade: Traços gerados para comportamentos de duas dimensões de personalidade. Laboratório de Psicologia, 2(1). https://doi.org/10.14417/lp.776

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