Abstract
A coleta seletiva e a reciclagem são atividades que contribuem para a sustentabilidade urbana, redução de impactos deletérios ao meio ambiente, economia do uso de recursos naturais e prolongamento da vida útil dos aterros sanitários. No território brasileiro, essa atividade ocorre com a participação de catadores, que atuam de forma autônoma ou associada. As políticas públicas voltadas à inclusão desses trabalhadores no manejo dos resíduos sólidos visam garantir não somente a geração de trabalho e renda, mas também a inclusão social e econômica dos mesmos. Em São José dos Campos, assim como na maioria dos municípios brasileiros, o trabalho realizado pelos catadores não foi (re) conhecido pelo poder público por longo período. Em vista disso, o presente trabalho foi realizado com o objetivo de identificar a infraestrutura das cooperativas atuantes, avaliar o perfil socioeconômicos dos seus membros, a situação clínico-odontológica e os índices de depressão dos catadores cooperados. Para execução do projeto, foi realizado um estudo de caso descritivo com análises mistas e se obteve dados quanti-qualitativos por meio de entrevistas subsidiadas por questionários estruturados, aplicados pela equipe do projeto com os gestores e trabalhadores das cooperativas. Também foram utilizados os testes Oral Heath Impact Profile e Self-Report-Questionnaire, para anamnese odontológica e índices de depressão, respectivamente. Dentre os resultados obtidos ressalta-se a necessidade de apoio do Poder Público Municipal para potencialização dos serviços prestados pelas cooperativas. As três cooperativas atuantes no território joseense se encontram em estágios distintos no que se refere à infraestrutura e geração de renda. A cooperativa Futura, que recebe maior apoio municipal se encontra em melhor situação operacional. A cooperativa São Vicente, mesmo sendo a mais antiga do município, ainda carece de parceiros e infraestrutura adequada. A menor cooperativa do município em relação à renda, número de cooperados e infraestrutura (CooperAlfa) é também a mais nova e que realizou a maior inclusão de ex-catadores autônomos. Os índices de depressão dos membros das cooperativas mostraram-se bastante elevados, assim como a necessidade de tratamentos bucais, ou seja, a saúde mental e bucal dos catadores formais de São José dos Campos carece de tanta atenção quanto a infraestrutura de suas associações.
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Fiore, F. A., Sanchez, E. H. de M., & Teixeira, S. C. (2017). Cooperativas de catadores em São José dos Campos: infraestrutura, perfil socioeconômico e saúde. Nature and Conservation, 10(1), 26–38. https://doi.org/10.6008/spc2318-2881.2017.001.0003
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