Abstract
O presente trabalho reflete sobre a negligência histórica da prevenção do suicídio como objeto de políticas públicas no Brasil, a partir de elementos teóricos do processo de formação de agenda e formulação. Foram realizadas entrevistas semi-estruturadas com especialistas (da área da psicologia clínica e da gestão de políticas municipais de saúde) e pesquisa de dados secundários (bibliografia especializada na área da Saúde Pública). Analisa-se neste trabalho as dificuldades para que a questão da prevenção do suicídio seja valorizada como objeto organizador de um vetor de ação no campo da saúde, como tem potencial epidemiológico para ser. Argumentase que problemas como o tabu, a subnotificação, o atendimento, a abordagem da mídia, o acesso aos métodos, o abuso de substâncias químicas, entre outros, estão na raiz do processo da negligência do tema no sistema de saúde.
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Machado, M. F. S., Leite, C. K. da S., & Bando, D. H. (2014). Políticas Públicas de Prevenção do Suicídio no Brasil: uma revisão sistemática. Revista Gestão & Políticas Públicas, 4(2), 334–356. https://doi.org/10.11606/issn.2237-1095.v4i2p334-356
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