Maffesoli e a “investigação do sentido” – das identidades às identificações

  • Barros E
N/ACitations
Citations of this article
29Readers
Mendeley users who have this article in their library.

Abstract

O trabalho de Michel Maffesoli procura observar o homem comum e, nele, a passagem de um modo de identidade (conotação ideológica) para uma forma de identificação (imaginal, conotação que interessa o imaginário). A identidade seria uma característica da modernidade, enquanto a identificação da pós-modernidade. Maffesoli trabalha com a teoria de uma sensibilidade pós-moderna que justifique mudanças na civilização. É um tipo de raciocínio, a exemplo de Nietzsche, prospectivo. De todos os teóricos de filiação pós-moderna, não seria exagero designá-lo como sendo o único que tent a incluir o imaginário, conforme a visão durandiana, na sua forma de pensar. É esta, aliás, precisamente, a peculiaridade do seu trabalho: a reflexão de uma nova “dinâmica social”. Para ele, a diferença é clara. Se antes nós tínhamos uma relação de confiança contratual, um perfil delineado, uma profissão segura, um projeto de vida, hoje não. Agora, o perfil é mutante, a profissão (quase) não existe, o projeto é ocasional e o futuro incerto. O que vale é o presente (presenteísmo). O assunto da identidade merece uma reflexão longa por parte de Maffesoli. Este tema também é discutido por outros teóricos ligados aos Estudos Culturais, como Stuart Hall. Em pelo menos um ponto eles têm algo em comum. Ambos apostam na saturação da lógica clássica da identidade, e é este o tema do artigo abaixo, baseado em um seminário de Maffesoli em maio de 2006, na PUCRS. Palavras-chave: imaginário, pós-modernidade, cotidiano.

Cite

CITATION STYLE

APA

Barros, E. (2008). Maffesoli e a “investigação do sentido” – das identidades às identificações. Ciências Sociais Unisinos, 44(3), 181–185. https://doi.org/10.4013/csu.20083.02

Register to see more suggestions

Mendeley helps you to discover research relevant for your work.

Already have an account?

Save time finding and organizing research with Mendeley

Sign up for free