Abstract
O trabalho de Michel Maffesoli procura observar o homem comum e, nele, a passagem de um modo de identidade (conotação ideológica) para uma forma de identificação (imaginal, conotação que interessa o imaginário). A identidade seria uma característica da modernidade, enquanto a identificação da pós-modernidade. Maffesoli trabalha com a teoria de uma sensibilidade pós-moderna que justifique mudanças na civilização. É um tipo de raciocínio, a exemplo de Nietzsche, prospectivo. De todos os teóricos de filiação pós-moderna, não seria exagero designá-lo como sendo o único que tent a incluir o imaginário, conforme a visão durandiana, na sua forma de pensar. É esta, aliás, precisamente, a peculiaridade do seu trabalho: a reflexão de uma nova “dinâmica social”. Para ele, a diferença é clara. Se antes nós tínhamos uma relação de confiança contratual, um perfil delineado, uma profissão segura, um projeto de vida, hoje não. Agora, o perfil é mutante, a profissão (quase) não existe, o projeto é ocasional e o futuro incerto. O que vale é o presente (presenteísmo). O assunto da identidade merece uma reflexão longa por parte de Maffesoli. Este tema também é discutido por outros teóricos ligados aos Estudos Culturais, como Stuart Hall. Em pelo menos um ponto eles têm algo em comum. Ambos apostam na saturação da lógica clássica da identidade, e é este o tema do artigo abaixo, baseado em um seminário de Maffesoli em maio de 2006, na PUCRS. Palavras-chave: imaginário, pós-modernidade, cotidiano.
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Barros, E. (2008). Maffesoli e a “investigação do sentido” – das identidades às identificações. Ciências Sociais Unisinos, 44(3), 181–185. https://doi.org/10.4013/csu.20083.02
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