Alimentação de peixes em reservatórios brasileiros: alterações e conseqüências nos estágios iniciais do represamento

  • Hahn N
  • Fugi R
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Abstract

Com o incremento da construção de barragens nos rios brasileiros nas últimas décadas, houve uma necessidade cada vez mais premente de se entender os efeitos desses impactos sobre a ictiofauna. Neste contexto, a alimentação dos peixes tem merecido destaque, uma vez que está diretamente associada ao processo de colonização. Assim, nesta revisão, são apresentadas as alterações nas fontes de alimento e uso dos recursos alimentares pelos peixes em reservatórios brasileiros, nos primeiros estágios do represamento. Fontes alóctones de alimento, tais como a vegetação inundada e os invertebrados terrestres, são rapidamente incorporadas na dieta dos peixes oportunistas. Já as fontes autóctones (vegetais, zooplâncton, zoobentos e peixes), podem aumentar ou sofrer declínio em suas abundâncias, comprometendo de modo diferente a dieta dos peixes. As maiores alterações estão associadas ao notável incremento do zooplâncton que é capitalizado por peixes filtradores, os quais aumentam extraordinariamente suas populações e ao enorme incremento de peixes forrageiros, os quais sustentam as populações de piscívoros, que usualmente são altamente beneficiadas. Todas estas alterações afetam a estrutura trófica do novo ambiente, causando mudanças temporárias nas cadeias alimentares. Ressalta-se, no entanto, que a maioria dos estudos aqui mencionados foram realizados em curta escala temporal e para respostas mais conclusivas sobre a organização trófica da ictiofauna seria necessário um acompanhamento de médio a longo prazo nos ambientes represados.

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Hahn, N. S., & Fugi, R. (2007). Alimentação de peixes em reservatórios brasileiros: alterações e conseqüências nos estágios iniciais do represamento. Oecologia Brasiliensis, 11(04), 469–480. https://doi.org/10.4257/oeco.2007.1104.01

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