Abstract
Desde março de 2020, a pandemia do novo coronavírus acarretou impactos nos ritos de morte e na vivência do luto no Brasil. Com a publicação do “Manual de manejo dos corpos” pelo Ministério da Saúde, expressões ritualizadas da morte foram abreviadas e certas fases do rito suprimidas. Neste artigo apontamos características dos ritos funerários e argumentamos que a interferência no ciclo ritual acarreta desdobramentos para os enlutados e a coletividade, sendo mais intensos quanto maior o distanciamento do modelo vigente no contexto urbano. A interferência nos conteúdos e fases dos rituais voltados aos mortos pode lançar os sobreviventes em um processo de luto desordenado, gerando a possibilidade de repercussões futuras.
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Silva, A. V. da, Rodrigues, C., & Aisengart, R. (2021). Morte, ritos fúnebres e luto na pandemia de Covid-19 no Brasil. Revista NUPEM, 13(30), 214–234. https://doi.org/10.33871/nupem.2021.13.30.214-234
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