Abstract
As novas tecnologias de softwares, que surgem em consonância com o crescente desenvolvimento científico, indicam as inovações dos produtos que podem, inclusive, servir de recursos para a promoção de saúde. Vários destes recursos para a promoção de saúde referem-se a softwares para monitoramento da fala; exercícios para diminuir a tensão muscular; corrigir episódios de disfluências; explorar a produção de fala; equilibrar respiração, fonação e articulação e tratar aspectos emocionais, incorporados à prática clínica fonoaudiológica. Diante do exposto, foi constatada a demanda por estudo de elementos do design das interfaces de dispositivos móveis para o enfoque clínico da gagueira. Os objetivos do presente estudo centram-se, portanto, na avaliação das interfaces de softwares com potencial aplicação ao campo da fala em ambiente clínico com ênfase nas pessoas que gaguejam. A metodologia aborda um levantamento de softwares aplicáveis a terapia de fala para o conhecimento do que já existe no mercado e como os usuários atingem seus objetivos de acompanhamento terapêutico. Tais softwares foram analisados em três níveis (configurações dos softwares; exercícios; e configurações dos elementos da interface). A análise foi pautada nos parâmetros da ISO 25010 (2011), eMAG (2014), Nielsen e Budiu (2014) e W3C Brasil (2008). Para a usabilidade as diretrizes avaliadas foram contexto e navegação; carga de informação; autonomia; erros; redação; consistência e familiaridade e desenho. Na sequência, os padrões da acessibilidade de comportamento; conteúdo e informação; apresentação e design; multimídia e formulário foram analisados. Finalmente, como forma de comparação entre as interfaces dos softwares, a escala likert foi aplicada. Resultados mostram que as necessidades e exigências das pessoas que gaguejam não são totalmente completamente contempladas e aprimoramentos são importantes no que se refere a organização; gravação de fala; visualizações e representações gráficas; calibração; registro de dados e desempenho. Comparativamente, os requisitos de acessibilidade revelaram-se mais escassos em relação aqueles de usabilidade, cabendo-se considerar que, em termos do último, houve avaliação ligeiramente superior daqueles softwares cuja finalidade não era exclusivamente terapêutica.
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Silva Souza, A., Mühle Ferreira, A., & Camargo, Z. (2020). Avaliação das interfaces de softwares com potencial aplicação ao campo da fala em ambiente clínico. Design e Tecnologia, 10(21), 70–88. https://doi.org/10.23972/det2020iss21pp70-88
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