Abstract
O presente artigo objetiva averiguar os estudos da Psicologia em situações de Alienação Parental (AP), analisando possibilidades de atenção/cuidado para com os sujeitos envolvidos nessas situações. A metodologia utilizada para o desenvolvimento do estudo foi uma revisão sistemática da literatura, baseada em estudos já elaborados. Para isso, utilizou-se quatro bases de dados, sendo elas SCIELO, BVS, PEPSIC e DIALNET. Considerando-se que os estudos sobre a Alienação Parental e sobre as intervenções de profissionais da Psicologia são recentes, a análise foi baseada em publicações científicas, dos últimos seis anos, tendo em vista a data em que a Lei da Alienação Parental, N° 12.318/10, foi decretada no Brasil. Os descritores utilizados para a pesquisa foram alienação parental, síndrome de alienação parental e divórcio. Os resultados apontam para a necessidade de uma maior especialização por parte de profissionais da Psicologia para lidar com situações que envolvem o Direito de Família, bem como evitar a judicialização das vidas e psicopatologização das relações de parentalidade. Além disso, deve-se buscar alternativas para que as intervenções de profissionais da Psicologia em situações de AP não estejam baseadas apenas nas perícias judiciais, mas nas diversas áreas de atuação da Psicologia.
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Benvegnú, S. C., Detoni, P. P., & Saldanha, O. M. de F. L. (2022). Estudos da psicologia em situações de alienação parental: uma revisão sistemática. PSI UNISC, 6(1), 125–140. https://doi.org/10.17058/psiunisc.v6i1.14831
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