Abstract
A operação Lava-Jato é um fenômeno complexo e multideterminado. A sua análise exige que recorramos a sutilezas da teoria do Estado capitalista e das classes sociais, que tenhamos conhecimento das instituições do Estado capitalista brasileiro e das classes sociais atuantes na política brasileira contemporânea. Neste artigo, em parte ensaístico, tentaremos mostrar que os dirigentes da operação Lava-Jato agem, ao mesmo tempo, como integrantes e como representantes políticos da fração superior da classe média e, também, como burocratas do Estado inseridos num ramo específico desse aparelho cuja função particular é a de zelar pela manutenção da ordem capitalista.
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Boito Jr, A. (2017). LAVA-JATO, CLASSE MÉDIA E BUROCRACIA DE ESTADO. Revista Lumen - ISSN: 2447-8717, 2(3). https://doi.org/10.32459/revistalumen.v2i3.49
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