Abstract
A partir das noções de vigilância e de vacuidade amorosas, este trabalho estuda as condições da instituição de uma ciência integrada que acolhe tanto a intuição característica do modo de fazer ciência das comunidades indígenas, afro- descendentes e populares, como o racionalismo crítico da academia. Sendo a Sociopoética uma abordagem privilegiada na configuração da identidade do pesquisador integral, o autor propõe técnicas de pesquisa intuitivas inspiradas na dança, nas sensações e no perspectivismo indígena, a fim de superar três obstáculos ao conhecimento integrado: a culpa, o medo e a falta de fé em si mesmo e no universo. Com referências em Deleuze, Guattari e Bergson, até o transe pode ganhar a dignidade de um método, na pesquisa considerada como uma conspiração do brincar.
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Gauthier, J. (2014). A Sociopoética como prática de pesquisa integral. Revista Enfermagem UERJ, 22(6). https://doi.org/10.12957/reuerj.2014.15781
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