Biogeografia da Saúde: A escolha de armadilhas para a captura de flebotomíneos

  • Casagrande B
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No Brasil, o crescimento da atividade agroindustrial tem ocasionado transformações no espaço geográfico, o que tem ocasionado agravos à saúde ambiental, relacionado à perda da biodiversidade, que elimina predadores naturais dos vetores das doenças e cria a possibilidade de novas infestações. Em função disto, torna-se cada vez mais relevante o desenvolvimento de metodologias para o monitoramento destas transformações ambientais, com destaque para os reservatórios silvestres de insetos de interesse sanitário. Este trabalho tem como objetivo o estudo comparativo de dois tipos de armadilhas luminosas (Shannon e CDC - Center on Disease Control) para o estudo dos flebotomíneos, vetores transmissores das Leishmanioses. A área de estudo foi a borda do Parque Estadual do Morro do Diabo (PEMD), onde foram definidos dois pontos de captura. Foram identificados 1638 flebotomíneos sendo: 1620 Nyssomyia neivai, 12 Nyssomyia whitmani, quatro Evandromyia lenti, um Psathyromyia aragaoi e um Brumptomyia brumpt. Destes, 17 foram capturados nas armadilhas tipo CDC, com cinco espécies diferentes e, 1621 na armadilha tipo Shannon, sendo três espécies diferentes. Quando analisamos os dados percebemos que a armadilha tipo Shannon captura em maior abundância, e, a armadilha tipo CDC em maior diversidade. Estes resultados permitem a análise da eficiência de cada uma das armadilhas conforme a intenção do pesquisador, o que dá viabilidade a estudos biogeográficos e de saúde ambiental.

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Casagrande, B. (2018). Biogeografia da Saúde: A escolha de armadilhas para a captura de flebotomíneos. Geografia Em Atos (Online), 3(8), 41–58. https://doi.org/10.35416/geoatos.v3i8.5775

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