Abstract
vêm desde o período bíblico, sendo Jacó a primeira vítima referendada 6 . Com o pequeno volume de dados epidemiológicos na-cionais e diante da realidade nas condições de saúde rela-cionadas com estruturas músculo-esqueléticas, pior que a dos países do 1 º Mundo, alguns autores chegam a estar preo-cupados com indícios de uma epidemia branca, chegando-se inclusive a dizer que todas as pessoas irão apresentar, pelo menos, um quadro álgico lombar em algum momento de sua vida, com a agravante de que, na maioria dos casos, a dor é de curta duração e de gravidade insuficiente para justificar uma consulta médica 1,7,8 . Modernamente, a atividade física vem sendo estudada no sentido de consolidar um saber científico sobre a saúde coletiva. A vida sedentária é reconhecida, mais fortemen-te, como sendo importante fator contribuinte na ausência de saúde e morte precoce. A Organização Mundial da Saú-de e a Federação Internacional do Esporte estimam que metade da população mundial seja inativa fisicamente 9 . No Brasil, cerca de 60% dos brasileiros não praticam nenhum tipo de atividade física 10 . Apenas recentemente têm-se observado iniciativas quan-to à aplicação de programas de exercícios físicos relacio-nados à promoção da saúde, sendo a grande maioria dire-cionada a combater agravos crônico-degenerativos de ca-racterística cardiovascular e metabólica, como as doenças do coração e obesidade; pouco esforço é despendido, ain-da, em programas de atividade física relacionada à saúde, envolvendo o sistema osteomioarticular, tendo como exem-plo a lombalgia. Ao realizarmos trabalhos envolvendo a temática 11,12 , pu-demos verificar a necessidade de discussões mais freqüen-tes sobre a importância do fator de risco sedentarismo na prevalência da lombalgia. O propósito deste artigo é des-crever o problema da inatividade física dentro da multi-causalidade de fatores de risco da lombalgia, bem como apontar a influência da aptidão física como importante fa-tor de proteção nas síndromes lombálgicas. SEDENTARISMO E LOMBALGIA, UMA QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA Apesar de numerosas causas e fatores de risco que estão relacionados com a lombalgia, vários pesquisadores a ca-INTRODUÇÃO A obtenção de equilíbrio nas estruturas que compõem a pilastra de sustentação humana (coluna vertebral), evitan-do quadros dolorosos a ela relacionados, não se constitui em tarefa fácil, devido principalmente às constantes mu-danças de posturas realizadas diariamente pelo homem, ex-pondo sua estrutura morfofuncional a uma série de agra-vos. Um desequilíbrio mecânico das estruturas da coluna ver-tebral atua como fator nocivo sobre elas mesmas. Todas as estruturas que compõem a unidade anátomo-funcional do segmento lombar apresentam inervação nociceptiva, com exceção do núcleo pulposo e de algumas fibras do anel fibroso 1 . As estruturas músculo-articulares são responsáveis pelo antagonismo das ações mecânicas da coluna: eixo de sus-tentação do corpo e, ao mesmo tempo, eixo de movimen-tação 2 . A falta ou excesso de esforço físico nessas estrutu-ras facilmente acarretará danos à mecânica do ser humano em seus componentes osteomioarticulares. Sucintamente, podemos definir a lombalgia como sendo um sintoma referido na altura da cintura pélvica, podendo ocasionar proporções grandiosas. O seu diagnóstico pode ser considerado simples, pois geralmente o quadro clínico da lombalgia é constituído por dor, incapacidade de se movimentar e trabalhar 3 . A importância da dor lombar pode ser medida através da prevalência na população geral de adultos e em comu-nidades de trabalhadores, podendo manifestar-se desde a infância 4,5 . Evidências de problemas relacionados à coluna
Cite
CITATION STYLE
Toscano, J. J. de O., & Egypto, E. P. do. (2001). A influência do sedentarismo na prevalência de lombalgia. Revista Brasileira de Medicina Do Esporte, 7(4), 132–137. https://doi.org/10.1590/s1517-86922001000400004
Register to see more suggestions
Mendeley helps you to discover research relevant for your work.