Abstract
O patrimônio enquanto prática social de construção e presentificação de identidades coletivas que expressam interesses individuais, coletivos e públicos, vêm ao longo dos anos sendo repensado e reorganizado a partir de disputas que intervém na história, na memória e nos seus diversos sentidos, que vão sendo construídos política, economica e socialmente. Esse artigo tem o intuito de contribuir sobre as acepções teórico-metodológicas, que os diversos campos do saber vêm somando na reflexão, apreensão e relativização das percepções do campo “patrimônio histórico e cultural” enquanto forma de aplicação conceitual e crítica social, a fim de ampliar os mais variados métodos e teorias sobre os “usos” do patrimônio como ferramenta de patrimonialização, conscientização e mesmo ampliação das relações do patrimônio com a sociedade. No Brasil, as discussões permeiam as áreas de Arquitetura, História, Antropologia, Direito e Turismo, sendo mais salientes em determinados ramos por conta de sua apropriação. Como prática, indiferente das temáticas, repercute os anseios e experiências locais, regionais e nacionais, ao passo em que sinalizam os deslocamentos conceituais entre memória e valorização temporal, urge o desafio interdisciplinar que tangencia todas as discussões, dessa forma, pretende-se por meio da revisão conceitual, abordar as relações entre os diversos campos do saber que vem se prontificando a promover o debate acerca do uso e conceito do patrimônio.
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Barbosa Angelo, E. R., & De Siqueira, E. D. (2018). PATRIMÔNIO CULTURAL NA CONTEMPORANEIDADE: Discussões e interlocuções sobre os campos desse saber. Anos 90, 25(48), 51. https://doi.org/10.22456/1983-201x.82312
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