Abstract
As perspectivas actuais da Psicologia representam um progresso significativo nas relações entre factores sócio-culturais e cognição. Se está mais ou menos assente que estes factores são inseparáveis, a explicação das suas intersecções têm variado segundo diferentes autores. A maioria dos estudos tem oscilado entre o estudo das práticas sociais e a mente da criança. Preocupamo-nos em estudar a criança num mundo sócio-cultural, agindo e percebendo, tornando-se um participante competente em acontecimentos sócio-culturais, e as consequências cognitivas dessa participação. O foco é a criança com uma visão emergente da realidade e os meios que emprega para interpretar e (re)construir essa realidade.Defendemos a ideia de que os modos de representação esquemática de experiências de vida proporcionam uma estrutura que permite a comunicação e compreensão mútua (actividade social), mas também são instrumentos mediadores da actividade cognitiva. Neste processo, necessariamente associados aos progressos na linguagem, a narrativa assume um papel preponderante. Começando como organizador da comunicaçãoe da experiência vívida com a necessidade de anarrar para um outro, depressa se revela como organizador cognitivo. A reflexão teórica é apoiada em dados de investigações empíricas que temos vindo a desenvolver.
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Matta, I. (2012). Aprender vivendo: As experiências de vida no desenvolvimento e na aprendizagem. Análise Psicológica, 22(1), 73–80. https://doi.org/10.14417/ap.131
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