Abstract
Este trabalho foi o resultado de uma pesquisa-ação realizada numa instituição para o atendimento a adolescentes em situação de risco social e pessoal, entre 10 e 18 anos de idade, através de observação participante em dois grupos de vinte participantes ao longo de sete meses. Pretende-se aqui demonstrar, através dos resultados e discussão, as mudanças na dinâmica interativa dos adolescentes entre si e com os educadores, no que diz respeito a duas categorias: tipos de interação e recursos pessoais construídos, a partir de uma breve caracterização de suas concepções sobre risco-proteção, concepções sobre si mesmos e projetos de vida. Privilegiou-se o modelo ecológico do desenvolvimento humano e o modelo multifatorial do risco para a compreensão dos processos sinergísticos e bi-direcionais de co-construção e co-regulação. Os resultados apontam para modificações significativas efetivadas a partir de uma intervenção da natureza da que foi realizada e a repercussão em direcionamentos positivos no processo desenvolvimental dos adolescentes. Salienta-se a importância de se otimizar e construir espaços de convivência, oportunizando aos adolescentes engajarem-se em ações pró-sociais e encontrarem rotas alternativas a suas trajetórias de risco.
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Santos, M. F., & Bastos, A. C. de S. (2002). Padrões de interação entre adolescentes e educadores num espaço institucional: resignificando trajetórias de risco. Psicologia: Reflexão e Crítica, 15(1). https://doi.org/10.1590/s0102-79722002000100006
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