Abstract
Sobre uma propensão original e uma predileção precoce Como profissionais reivindicamos que só nós temos o privilégio de dedicar-nos ao campo da geografia. Não fomos nós, nem nossos predecessores acadêmicos, que des-cobriram este campo, nem fomos os únicos à cultivá-lo, nem é provável que estivesse preenchido corretamente se pensássemos que está reservado àqueles que reivindicam o privilégio e a competência das indicações e dos títulos. O primeiro professor de geo-grafia do mundo foi nomeado em 1820; eu pertenço ao grupo mais antigo da segunda geração dos Estados Unidos. Nós, que fomos investidos desta sucessão acadêmica, temos de nos lembrar sempre de que não passamos de alguns daqueles que contri-buem para o desenvolvimento do conhecimento geográfico. O interesse por este campo é imemorial e universal. Se nós desaparecermos, o campo subsistirá, e não ficará vago. Não podemos fazer nenhuma distinção discriminatória entre o profissio-nal e o amador; ambos são necessários tanto como apreciadores e contribuintes do conhecimento geográfico. A ilusão está aqui: uma associação de mentes não é deter-minada por um comitê credenciado. O geógrafo já nasce em parte geógrafo, em parte é amoldado desde cedo por seu ambiente, chegando bem mais tarde aos nossos cuidados profissionais. Esta é uma condição habitual e característica. Nós estamos recrutando profissionais e precisamos
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O. Sauer, C. (2009). A Educação de um Geógrafo. GEOgraphia, 2(4), 137. https://doi.org/10.22409/geographia2000.v2i4.a13392
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