Abstract
Introdução: Ao longo da história, muitos homens utilizam-se da violência contra suas parceiras como forma de afirmação da sua identidade e domínio viril. Em muitas situações, as agressões são direcionadas à face que justamente representa o centro da atenção do ser humano. Objetivo: O presente artigo tem como objetivo analisar os atendimentos de emergência em mulheres vítimas de violência na região de cabeça e pescoço. Metodologia: Foram analisados dados do inquérito de Vigilância e Acidentes em 25 capitais e no Distrito Federal no ano de 2011. Analisaram-se 351 atendimentos de mulheres adultas entre 15 e 49 anos em relação à ocorrência de violência na região de cabeça e pescoço, o que corresponde a 40,6% das mulheres vítimas de violência. Resultados: A ocorrência da violência foi predominante em mulheres jovens, negras e com pouca escolaridade. As violências foram mais frequentes no domicílio (45,5%) e a referência à intencionalidade do ato de violência pelo agressor predominou entre as vítimas de violência. Em todos os casos, as vítimas de agressão na região de cabeça e pescoço sofreram violência física, sendo o agressor do sexo masculino (77,4%) e identificado como parceiro ou ex-parceiro íntimo em 44,5%. Conclusões: É cada vez mais importante que o serviço esteja preparado para receber essas mulheres vítimas de violência, mediante conformação de Redes de Atenção e efetivação da instersetorialidade. Isto pressupõe, inclusive, a maior inserção do cirurgião-dentista na identificação e acolhimento dessas vítimas para posteriores encaminhamentos. Palavras-Chave: Violência doméstica, face, morbidade, feminino.
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De Azevedo Machado, F. C., Serejo da Costa, A. P., & Fernandes Ferreira, M. Â. (2023). A FACE VITIMADA: MORBIDADE ENTRE MULHERES ATENDIDAS EM SERVIÇOS SENTINELAS NO BRASIL. Revista Ciência Plural, 9(1), 1–22. https://doi.org/10.21680/2446-7286.2023v9n1id29026
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