Abstract
Stephen J. Gould e Edward Wilson são autores emblemáticos de duas tendências opostas do darwinismo. A primeira defende a separação entre os duros fatos da natureza, tal como nos são apresentados pela teoria da seleção natural, e as questões de valor e significado propostas pelas tradições religiosas e humanistas. A segunda nos propõe uma 'consiliência', ou seja, a gradual extensão do paradigma darwiniano para dar conta também dessas tradições. O presente argumento aborda, primeiramente, a necessidade de modelos e narrativas para o pensamento humano e a possibilidade da ciência fornecê-los; segundo, assumindo o ceticismo saudável das propostas de Gould, apresentamos o termo 'consonância', trabalhado por programas de pesquisa que esse autor ignora, como histórica e filosoficamente mais apropriado do que 'consiliência', para a abordagem das relações entre o paradigma darwiniano e as tradições religiosas.Stephen J. Gould and Edward Wilson are emblematic authors of two opposed Darwinian trends. The first one defends the separation of the rough facts of nature, according to the theory of natural selection, and the issues of value and meaning proposed by religious and humanistic traditions. The second one proposes 'consilience', that is, the gradual extension of Darwinian paradigm to cope with such traditions. The present article first analyzes the need for models and narration patterns for human thinking and the possibility of science to provide them. Secondly, using Gould's positive skepticism, we have introduced the term 'consonance', a concept which has been used in research programs this author ignores, as a more historically and philosophically adequate term for the relations between Darwinian paradigm and religious tradition than 'consilience'.
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Cruz, E. R. (2001). Ser ou não ser consiliente: eis a questão. História, Ciências, Saúde-Manguinhos, 8(3), 727–737. https://doi.org/10.1590/s0104-59702001000400012
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