Violência obstétrica no Brasil e prevenção quaternária: revisão integrativa / Obstetric violence in Brazil and quaternary prevention: an integrative review

  • Barbosa G
  • Silva I
  • Oliveira D
N/ACitations
Citations of this article
8Readers
Mendeley users who have this article in their library.

Abstract

1 INTRODUÇÃO O presente trabalho foi desenvolvido para apresentar dados sobre a violência obstétrica (VO) no Brasil e relacioná-la a prática da prevenção quaternária. Nas instituições de saúde muitas mulheres são vítimas de VO durante o parto. Autores a conceituam como um termo que agrupa e descreve várias formas de violência e danos causados pelo profissional de saúde durante a assistência no pré-natal, no parto, no puerpério e em casos de abortamento. Logo, a prevenção quaternária se relaciona a violência obstétrica no sentido de identificação e evitação de riscos a mulher. De acordo com a literatura, o conceito de prevenção quaternária permeia ações em conjunto que se destinam a identificar pessoas que apresentem risco de hipermedicalização e visa ainda, a redução de intervenções desnecessárias ou excessivas, minimizando possíveis iatrogenias. 2 OBJETIVO Identificar e justificar a adoção da prevenção quaternária diante da violência obstétrica (VO) no Brasil. MÉTODO: Trata-se de uma pesquisa de revisão integrativa da literatura, onde a busca se deu por meio de pesquisas nas bases de dados da SciELO – Scientific Eletronic Library Online, da BVS - Virtual Health Library (VHL– integrated search with LILACS and VHL databases e Google Scholar. RESULTADOS: Evidenciou-se a presença de eventos impiedosos e perversos durante o trabalho de parto, sendo de origem verbal, psicológica e física, bem como a realização de procedimentos obstétricos sem o consentimento da mulher ou explicação clara, e os mais comuns são o uso excessivo de força e negação de algum tipo de alívio para a dor. Outro procedimento realizado sem indicações clínicas baseadas no conhecimento técnico-científico e sem a permissão da gestante é a cesariana; além de ser um método invasivo, pode resultar em mortalidade tanto materna quanto neonatal, prematuridade, internação em UTIs e maior tempo de permanência nos hospitais. Para evitar a VO e possíveis iatrogenias, deve-se proporcionar boas práticas obstétricas a partir da qualidade de atendimento dos profissionais de saúde, buscando outras práticas de acolhimento às parturientes, como adoção do Plano de Parto, recurso iniciado na década de 70, na Europa, e fortemente recomendada pela Organização Mundial da Saúde.   3 CONCLUSÃO A prevenção quaternária mediante a violência obstétrica necessita de suporte governamental como forma de participação social, da participação dos profissionais de saúde, do cuidado humanizado baseado no apoio às gestantes e puérperas, assim como a elaboração e utilização dos planos de parto.

Cite

CITATION STYLE

APA

Barbosa, G. L. P., Silva, I. M. F. da, & Oliveira, D. M. C. de. (2021). Violência obstétrica no Brasil e prevenção quaternária: revisão integrativa / Obstetric violence in Brazil and quaternary prevention: an integrative review. Brazilian Journal of Health Review, 4(2), 5143–5147. https://doi.org/10.34119/bjhrv4n2-089

Register to see more suggestions

Mendeley helps you to discover research relevant for your work.

Already have an account?

Save time finding and organizing research with Mendeley

Sign up for free