OS AQUÍFEROS DA BACIA HIDROGRÁFICA DO ALTO TIETÊ: DISPONIBILIDADE HÍDRICA E VULNERABILIDADE À POLUIÇÃO

  • HIRATA R
  • FERREIRA L
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A Bacia do Alto Tietê (B AT) é a mais populosa (17,5 milhões de pessoas) unidade hidrológica do País. A quase totalidade do abastecimento público é feito por água superficial, muito embora, o recurso subterrâneo desempenhe um papel importante no suprimento com- plementar privado. Estimativas mostram que 9 mil poços estão explorando mais de 315 milhões de metros cúbicos por ano (Mm /ano). A B AT engloba as rochas do embasamento pré-cambriano (4.238 km2), correspondentes ao Complexo Embu, rochas granitóides e aos grupos São Roque e Serra do Itaberaba; e sedimentos terciários paleógenos e neógenos da Bacia de São Paulo (l .452 km2), incluindo o Grupo Taubaté (formações Resende, Tremembé, São Paulo e Itaquaquecetuba), e depósitos neocenozóicos. Este contexto geológico define dois sistemas aquíferos, o Cris- talino (SAC) e o Sedimentar (SÃS). Neste trabalho, estes sistemas foram definidos em quatro unidades: aquíferos São Paulo e Resende, asso- ciados ao SÃS e aquíferos de Rochas Granitóides e de Rochas Metassedimentares. As unidades do SÃS são livres a localmente semi-confinadas, heterogéneas, isotrópicas e de porosidade primária granular. Os aquíferos São Paulo e Resende apresentam produtividade baixa (capacidade específica: Q/s=0,5 m3/h/m) e média-baixa (Q/s=0,9 m3/h/m), respectivamente. As formações Tremembé e Itaquaquecetuba não foram estu- das devido a pequena ocorrência. As unidades do SAC são do tipo livre, anisotrópico e heterogéneo e com porosidade por fraturação. O Aquífero de Rochas Granitóides é constituído de granitóides e gnaisses e apresenta produtividades baixas (0,2 m3/h/m). Já o Aquífero de Rochas Metassedimentares inclui quartzitos, micaxistos, anfibolitos e rochas carbonáticas, com produções médias-baixa (Q/s=l,4 m3/h/m). O maior rendimento deste aquífero é atribuído à dupla porosidade da rocha. Um extensivo trabalho de identificação de perigo de poluição dos aquíferos integrou o mapa de vulnerabilidade de aquíferos e a classificação da carga contaminante potencial. A maior probabilidade de geração de cargas contaminantes importantes ao aquífero está associada a 449 indústrias, com predominância para o processamento de metal e mecânica; 38 lixões e 52 distritos parcialmente sem esgotamento sanitário. 134 postos de serviço apresentaram vazamento de combustível.

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HIRATA, R. C. A., & FERREIRA, L. M. R. (2001). OS AQUÍFEROS DA BACIA HIDROGRÁFICA DO ALTO TIETÊ: DISPONIBILIDADE HÍDRICA E VULNERABILIDADE À POLUIÇÃO. Revista Brasileira de Geociências, 31(1), 43–50. https://doi.org/10.25249/0375-7536.20013114350

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