Abstract
A produção e circulação de imagens foram cúmplices na imposição do capitalismo de modo a dificultar que a crise ecológica global atual seja visualizada. Este artigo investiga formas de contravisualidade e resistência no campo transcultural da arte. Está focado na exposição Principio Potosí: ¿Cómo podemos cantar el canto del Señor en tierra ajena? [Princípio Potosí: como podemos cantar a canção do Senhor em terra estranha?], realizada entre 2010-2011 em diferentes instituições de três países da Europa e América do Sul. Conduzido pela figura do diabo e suas diversas expressões, o texto aborda a exposição em termos da multiplicidade de perspectivas apresentadas e do exercício herético necessário para dissolver a violência potencial implícita nas manifestações e instituições artísticas. Nesses termos, a contravisualidade se desdobra em práticas de contrafeitiçaria anticapitalista.
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Proença, L. (2023). Principio Potosí. MODOS: Revista de História Da Arte, 7(1), 168–191. https://doi.org/10.20396/modos.v7i1.8670528
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