Abstract
A colonizaГ§ГЈo no Brasil trouxe consigo um ranГ§o que viria a se tornar uma das maiores agruras e injustiГ§as com a populaГ§ГЈo negra e mestiГ§a. Assim, mesmo apГіs a aboliГ§ГЈo da escravidГЈo o seu reconhecimento como cidadГЈos foi um processo longo e doloroso, sendo que atГ© hoje sofrem as conseqГјГЄncias do preconceito instaurado pela classificaГ§ГЈo uma vez dada. Para eximir-se da lamuriosa histГіria de escravidГЈo, passou-se entГЈo a ver o negro como exГіtico, um estranho aos padrГµes europeus, mas que serviu de muniГ§ГЈo em suas peculiaridades para fomentar a construГ§ГЈo de uma ficГ§ГЈo de identidade nacional. Apesar de tornarem-se Гcones, sedimentou-se uma sГ©rie de estereГіtipos pejorativos que ecoam ainda hoje. Nesse contexto, toda a produГ§ГЈo de moda (editoriais, desfiles, vestuГЎrios) influi diretamente na visГЈo que se forma do cidadГЈo negro, podendo reforГ§ar modelos antigos ou enaltecer a riqueza das heranГ§as de uma cor.
Cite
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Sant’Anna, M. R., & Macedo, K. B. de. (2008). A influência dos grupos marginalizados ao fim do II Império na construção da noção de identidade visual brasileira e sua relação com as produções de moda. DAPesquisa, 3(5), 496–506. https://doi.org/10.5965/1808312903052008496
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