Abstract
O semiárido brasileiro é uma região caracterizada pela vulnerabilidade climática e por longos períodos de estiagem. Nela, há décadas atrás, observavam-se baixos índices de desenvolvimento local. Estes fatores combinados, ainda hoje, contribuem para a manutenção dos discursos que consideram o semiárido, "uma região-problema". Contudo, a partir da década de 1980, surgiram propostas de convivência com a seca, através de olhares atentos que entendiam que a seca não representava um entrave à reprodução das famílias rurais. Neste sentido, ao longo do presente estudo, se enfatiza que a convivência com o semiárido deve ser feita através de um conjunto de medidas orientadas pelos atores sociais que vivem nesta região, capazes de formular projetos sob a ótica dos saberes e práticas locais. Nessa perspectiva, buscou-se analisar as relações entre esses discursos com os conceitos de região e de rede socioterritorial. Ademais, procurou-se investigar a realidade do Semiárido, no contexto do Estado de Minas Gerais e as práticas de convivência, através da análise descritiva de informações divulgadas pelo Boletim Candeeiro no período de 2009 a 2017. Por meio desta análise foi possível identificar inúmeras ações de convivência com a seca que garantiram melhorias para a vida rural, alcançadas, sobretudo, pela atuação de redes conformadas por entidades diversas.
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Silva, L. de M. R., & Gomes, N. F. M. (2018). EXPERIÊNCIAS DE CONVIVÊNCIA NO SEMIÁRIDO MINEIRO: REFLEXÕES À LUZ DO “CANDEEIRO” E DOS CONCEITOS DE REGIÃO E REDES SOCIOTERRITORIAIS. Caminhos de Geografia, 19(67), 374–388. https://doi.org/10.14393/hygeia196725
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