Abstract
As mudanças climáticas e o aquecimento global são atualmente grandes preocupações mundiais. As maiores fontes de emissão de gases de efeito estufa incluem a queima de combustíveis fósseis, os desmatamentos e as queimadas, todas liberando CO2 para a atmosfera. Uma maneira de reverter essa situação é a fixação de carbono nas florestas. No entanto, ainda são poucos os estudos sobre esse tema. Neste trabalho, foi feita a determinação dos teores de carbono das espécies do Cerrado e da Caatinga em diversos compartimentos das árvores: folhas, galhos, raízes, cascas e fustes. Os dados correspondem a 30 amostras do bioma da Caatinga e 30 amostras do bioma do Cerrado. As amostras foram preparadas em campo e encaminhadas ao laboratório para determinação dos teores de carbono, pelo método de combustão. Os teores médios de carbono para as espécies do Cerrado foram: 43,24% para a folhagem, 42,06% para os galhos, 40,09% para as raízes, 41,01% para os fustes e 40,60% para as cascas. Já para o bioma da Caatinga foram encontrados os seguintes resultados: 47,39% para a folhagem, 44,68 para os galhos, 44,38% para as raízes, 43,75% para os fustes e 44,60 % para as cascas. Nas espécies estudadas, as análises estatísticas mostraram que existem diferenças entre tais teores para os dois biomas analisados, sendo esses sempre maiores nas espécies da Caatinga. A folhagem foi o compartimento que apresentou maior valor de teores de carbono, tanto para o Cerrado como para a Caatinga. Concluiu-se que os teores de carbono são sempre inferiores aos sugeridos pelo IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change).
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Vieira, G., Sanquetta, C. R., Wambier Klüppel, M. L., & Da Silveira Soares Barbeiro, L. (2017). TEORES DE CARBONO EM ESPÉCIES VEGETAIS DA CAATINGA E DO CERRADO. Revista Acadêmica: Ciência Animal, 7(2), 145. https://doi.org/10.7213/cienciaanimal.v7i2.9846
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