Abstract
A finalidade de todo mapeamento detalhado ou expedito em rochas ígneas plutônicas é a de representar as verdadeiras relações encontradas nessas ocorrências, com histórias intrusivas quase sempre complexas. Os problemas nestes mapeamentos são específicos das rochas ígneas plutônicas, já que a sua colocação não obedece a nenhum dos" princípios" estratigráficos normais. A definição das várias unidadesmapeáveis deve, portanto, ser particularmente cuidadosa, fazendo que o mapeamento se torne ferramenta importante na interpretação de processos ígneos. Começa-se por definir & facies de rocha platônica, em função unicamente de feições macro-a mesoscópicas (mineralogia, textura, cor e índice de cor, estrutura). A maioria destas facies não é mapéavel, nas escalas usuais recomendadas, da ordem de 1: 10.000 a1: 25.000, fazendo-se necessária a identificação da unidade mapéavel (geralmente, uma associação de facies), agrupando para tal as facies consideradas afins, por meio de critérios estruturais, composicionais, e de idades relativas, como mostradas pelas relações entrecortantes. O mapeamento destas unidades mapeáveis representa forma, estrutura interna e geometria do maciço ígneo, definindo histórias de colocação e em última instância o comportamento reológico ou de movimentação dos magmas. O termo corpo ígneo é aqui proposto para identificar essa unidade reológica, e o de maciço para caracterizar qualquer ocorrência ígnea, geograficamente cricunscrita, de dimensõesmédias a avantajadas. As" facies" e as" associações de facies", ou unidades mapeáveis, devem ser denominadas de maneira informal (eg, facies A, B; facies de" granito vermelho"; etc.), enquanto um aditivo geográfico identifica o" maciço"(eg," maciço Atibaia"). Todas as categorias de mapeamento citadas são unidades informais, e não devem ser confundidas com as hierarquias formais propostas em Códigos Estratigráficos.
Cite
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ULBRICH, H. H. G. J., VLACH, S. R. F., & JANASI, V. A. (2001). O MAPEAMENTO FACIOLÓGICO EM ROCHAS ÍGNEAS PLUTÔNICAS. Revista Brasileira de Geociências, 31(2), 163–172. https://doi.org/10.25249/0375-7536.2001312163172
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