Mulheres e gênese do capitalismo: de Foucault a Federici

  • De Souza Ramos S
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O livro de Federici, O Calibã e a Bruxa, se articula a partirde três eixos: a crítica aos limites das análises de Marx no intuito deexplicar a gênese do capitalismo uma vez que negligenciam o papeldas mulheres neste processo; a crítica à genealogia foucaultiana daModernidade, uma vez que, ao dar centralidade ao caráter produtivodo poder, deixa de lado a análise da repressão estatal como elementodecisivo para o adestramento do comportamento das mulheres; porfim, a pesquisa em torno do fenômeno histórico de caça às bruxas,ocorrido na Europa entre os séculos XVI e XVII, ou seja, durante aascensão do capitalismo enquanto modo de produção preponderanteno Ocidente. Meu objetivo é realizar uma apresentação destes trêseixos, dando ênfase ao diálogo de Federeci com Foucault. Trata-se,por um lado, de apresentar a posição da autora com relação à genealogiada mulher no interior da ordem capitalista, a qual se constróiprincipalmente em torno de uma discussão com o livro História daSexualidade I, e, por outro, de mostrar que as questões levantadas porela ganham maior envergadura se tomamos Vigiar e Punir enquantoobra responsável pelo diálogo entre os dois autores.

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De Souza Ramos, S. (2020). Mulheres e gênese do capitalismo: de Foucault a Federici. Princípios: Revista de Filosofia (UFRN), 27(52), 199–212. https://doi.org/10.21680/1983-2109.2020v27n52id19783

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