Abstract
Este artigo procura compreender alguns dos motivos que levam a uma enorme disparidade entre uma imagem idealizada do jogo da capoeira, visto principalmente como um espaço da harmonia e da coesão social, e certas práticas cotidianas extremamente hierarquizadas e competitivas, veiculadas pelos próprios capoeiristas. Sugiro que este hiato entre representação e ação resulte de uma atualização da perspectiva de folcloristas brasileiros de meados do século XX, e que deve, portanto, ser alvo de reflexão. A análise se dá a partir da leitura de algumas obras publicadas por pesquisadores e por capoeiristas, desde a década de 1930, bem como de uma etnografia realizada em algumas escolas de capoeira do Rio de Janeiro, nos dias de hoje.
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Vassallo, S. P. (2006). Resistência ou Conflito? O legado folclorista nas atuais representações do jogo da capoeira. CAMPOS - Revista de Antropologia Social, 7(1). https://doi.org/10.5380/cam.v7i1.5448
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