Abstract
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) opera desde 1988 o Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia por Satélites (PRODES), cujo principal objetivo é fornecer taxa anual de desmatamento florestal da Amazônia Legal Brasileira utilizando imagens de satélite de sensoriamento remoto. Esse levantamento envolve o mapeamento de mais de quatro milhões de km2 e os resultados obtidos são utilizados pelo governo brasileiro no estabelecimento e acompanhamento das políticas públicas relativas ao controle e combate ao desmatamento. Este dado tem sido produzido e divulgado em base anual desde 1988, porém, uma avaliação sobre a qualidade dos dados nunca foi estabelecida. Assim, o objetivo deste trabalho foi desenvolver uma metodologia para estimar índices de exatidão do mapeamento das áreas desmatadas apontadas pelo PRODES para o ano de 2014, a partir de uma amostragem estratificada de padrões de desmatamento mapeados em células de 50 x 50 km. O mapeamento desses padrões foi realizado a partir do estabelecimento e uso de uma tipologia de padrões de desmatamento, métricas de paisagem e técnica de mineração de dados. Pontos amostrais representativos de cada padrão de desmatamento foram sorteados aleatoriamente e avaliados visualmente por especialistas independentes. Como resultado dessa avaliação foi possível estabelecer o nível exatidão global do mapeamento em questão, estimado em 93% e com índices de omissão e de inclusão estimados em 7% e 1,5%, respectivamente. Padrões como espinha de peixe, multidirecional e consolidado, considerados mais complexos, apresentaram menores índices de acerto, mostrando coerência e indicando que maior atenção deve ser dada ao seu mapeamento. Os resultados apresentados, de uma forma geral, se mostraram consistentes, indicando que a metodologia desenvolvida pode ser replicada em mapeamentos similares.
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Maurano, L. E. P., Escada, M. I. S., & Renno, C. D. (2019). Padrões espaciais de desmatamento e a estimativa da exatidão dos mapas do PRODES para Amazônia Legal Brasileira. Ciência Florestal, 29(4), 1763–1775. https://doi.org/10.5902/1980509834380
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