Abstract
OBJETIVO: Descrever e identificar fatores de natureza sociodemográfica e de comportamentos em saúde associados à percepção negativa de autocuidado em idosos residentes na comunidade de sete cidades brasileiras. MÉTODOS: Trata-se de um estudo transversal com dados do Estudo sobre Fragilidade em Idosos Brasileiros. Foram selecionadas características sociodemográficas, de comportamentos relacionados à saúde e de percepção de autocuidado em saúde. Para as análises, foram estimadas as distribuições percentuais e os respectivos intervalos de confiança de 95%, com nível de significância de 5%. Foi utilizada a análise de regressão logística univariada e multivariada, com critério stepwise de seleção de variáveis. RESULTADOS: Da amostra total de 2.552 idosos, a maioria foi de mulheres (65,8%), com idade média de 72,3 ± 5,5 anos. A pior percepção de autocuidado foi associada à não utilização de serviço odontológico (OR = 1,48; p < 0,001), faixa de renda de 1,1 a 3 salários mínimos (OR = 1,46; p = 0,049), tabagismo (OR = 1,41; p = 0,030), sedentarismo (OR = 1,32; p = 0,003) e sexo masculino (OR = 1,24; p = 0,023). CONCLUSÃO: Embora não tenham sido encontradas altas frequências de comportamentos negativos em saúde, destaca-se a associação com fatores modificáveis, como o sedentarismo e o tabagismo. A ausência de busca por serviços odontológicos continua sendo aspecto desafiador entre idosos. Os resultados apontam para um potencial indicador subjetivo nos levantamentos clínicos e de pesquisa em saúde ao longo do envelhecimento.
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Hiraga, T. M. … Neri, A. L. (2018). Prevalência e fatores associados à percepção negativa de autocuidado em idosos brasileiros residentes na comunidade. Geriatrics, Gerontology and Aging, 12(1), 24–30. https://doi.org/10.5327/z2447-211520181800011
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