Abstract
Os principais manuais e obras conceituais de Análise do Comportamento (AC) trazem poucas informações sobre os determinantes do comportamento agressivo. Ainda que a AC tenha produzido uma farta literatura de pesquisa básica sobre o assunto, é rara a inclusão desses estudos em trabalhos didáticos e/ou de sistematização. A ausência de tais achados na formação básica dos analistas do comportamento pode ocasionar uma lacuna perigosa para quem deveria ser capaz de lidar com fenômenos comportamentais socialmente relevantes, como a violência. Os objetivos do presente trabalho foram apresentar os resultados fundamentais produzidos pela literatura analítico-comportamental sobre agressão e indicar algumas repercussões teórico-metodológicas na produção científica sobre o tema. Os experimentos de AC voltados à investigação deste fenômeno examinaram diversas características da relação entre dor/estimulação aversiva e comportamento agressivo. Essas investigações, desenvolvidas na década de 1960 por pesquisadores principalmente da área de controle aversivo, culminaram em um modelo animal pioneiro no estudo experimental da agressão: o “pain-aggression”. Pesquisadores de inclinação mais naturalística do comportamento agressivo questionaram o status desse modelo como central para a compreensão da agressão. O debate entre vertentes não resultou em conciliação entre as perspectivas. Atualmente, o modelo ainda repercute especialmente na pesquisa psicofarmacológica. Palavras-chave: pain-aggression, comportamento agressivo, controle aversivo, história, análise do comportamento.
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Soares, P. F. dos R., & De Carvalho Neto, M. B. (2016). AGRESSÃO E ANÁLISE DO COMPORTAMENTO: A HISTÓRIA DO MODELO DE “PAIN-AGGRESSION.” Revista Brasileira de Análise Do Comportamento, 12(1). https://doi.org/10.18542/rebac.v12i1.4024
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