Tratamento cirúrgico do megaesôfago recidivado

  • Aquino J
  • Said M
  • Pereira E
  • et al.
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Abstract

OBJETIVO: Avaliar os resultados do tratamento cirúrgico em uma série de pacientes submetidos ao tratamento prévio para megaesôfago que evoluíram com recidiva de sintomas. MÉTODO: Analisou-se os resultados das diversas técnicas operatórias realizadas em 47 pacientes pelo Serviços de Cirurgia Geral e Torácica do HMCP-PUC-Campinas. A morbidade pós-cirúrgica, mortalidade, o alívio ou nova recidiva de sintomas e o tempo de seguimento foram os principais indicadores. Dividiu-se a série em três grupos, de acordo com o grau da afecção: Incipiente (nove casos), Não-avançado (18 casos) e avançado (20 casos). As técnicas operatórias utilizadas foram: à cardiomiectomia com fundoplicatura anterior, esofagocardioplastia à Tahl, esofagocardioplastia à Serra-Dória, Esofagectomia Subtotal e Mucosectomia com conservação da túnica muscular esofágica. RESULTADOS: Obteve-se índices de resolutividade satisfatórios com a técnica de cardiomiectomia com fundoplicatura para o megaesôfago Incipiente, com baixa morbidade. Nos megaesôfago não-avançado, as cardiopatias, em especial a esofagocardioplastia à Serra-Dória mostram se mais adequadas. A terapêutica do megaesôfago avançado apresentou as maiores taxas de morbidade e demonstrou superioridade das técnicas mais agressivas em relação às técnicas conservadoras, em especial a mucosectomia com preservação da túnica muscular, sendo esta a técnica com menor morbidade dentro do grupo avançado. CONCLUSÃO: A difícil padronização do tratamento cirúrgico do megaesôfago recidivado deve-se às inúmeras técnicas disponíveis, às habilidades pessoais dos cirurgiões e atenta para a criação de protocolos terapêuticos.BACKGROUND: To evaluate the surgical treatment results in a series of patients submitted to previous treatments for megaesophagus, which their symptoms recurred. METHOD: We analyzed the results of many different surgical techniques performed in 47 patients at the General and Thoracic Surgery Department of HMCP-PUC-Campinas. Our follow-up considered postoperative results as follows: development of new symptoms, relief of old symptoms, morbidity, and mortality. We divided the patients in three groups in accordance to the disease degree: Incipient (9 cases), not advanced (18 cases) and advanced (20 cases). The techniques used were Heller's modified cardiomyotomy, Thal's esophagocardioplasty, Serra-Dória's esophagocardioplasty, subtotal esophagectomy with mucosectomy and conservation of the esophagus muscular layer. RESULTS: For incipient megaesophagus, the cardiomyotomy technique obtained good results, with low morbidity. For not advanced megaesophagus, the cardioplasty, in special the Serra Dória's esophagocardioplasty, was the best choice. The procedures used for advanced megaesophagus had the greatest morbidity rates; however, they also showed superiority for aggressive techniques comparing with the conservative operations, in special the mucosectomy with conservation of the esophagus muscular layer, being this the technique with less morbidity within this group. CONCLUSION: It is difficult to choose a standard procedure for megaesophagus with previous surgical treatment due to several available techniques, and different personal surgeon skills, in such way to create therapeutical protocols.

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Aquino, J. L. B. de, Said, M., Pereira, E. V. A., Vernaschi, B., & Oliveira, M. B. de. (2007). Tratamento cirúrgico do megaesôfago recidivado. Revista Do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, 34(5), 310–313. https://doi.org/10.1590/s0100-69912007000500006

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