Abstract
O presente artigo examina se, apesar de permitir maiores desconstruções e desnaturalizações das categorias de sexualidade que usamos hoje em dia, a Linguística Queer sofre de um dos problemas que afeta os Estudos Queer em geral: uma “norma homossexual oculta” (GUSTAVSON, 2009), ou priorização do estudo de homens gays. Embora a Linguística Queer tenha prestado maior atenção às performances discursivas de lésbicas, ainda há uma lacuna de pesquisas sobre performances de outras “orientações” sexuais e performances discursivas relacionadas a práticas sexuais que desestabilizam o binário heterossexual/homossexual. Portanto, pretende-se discutir alguns exemplos de estudos recentes realizados no campo da Linguística Queer que vão além da “norma oculta homossexual”: um sobre performances de mulheres bissexuais e outro sobre performances de adeptos/as da prática de pegging.
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Lewis, E. S. (2018). Do “léxico gay” à Linguística Queer: desestabilizando a norma homossexual oculta nas Teorias Queer. Estudos Linguísticos (São Paulo. 1978), 47(3), 675–690. https://doi.org/10.21165/el.v47i3.2049
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