Abstract
RESUMO O ensaio investiga a relação entre o corpóreo e os afetos na ética, situando, num primeiro momento, o abandono do corpo e a desconsideração das emoções e dos sentimentos decorrentes do dualismo substancial (corpo-alma) presente na tradição platônica e cartesiana. Num segundo momento, apresenta a posição de Spinoza, que provoca uma reviravolta ao interpretar corpo e alma (ou mente) como uma unidade, projetando uma ética da afetividade, que leva em consideração as afecções do corpo. Por fim, a estética é introduzida numa relação de complementaridade à ética, enquanto uma dimensão capaz de atender às demandas geradas pela valorização do corpóreo e dos afetos no processo formativo. O estético tem condições de acionar os sentidos e a imaginação, de modo a promover um autoconhecimento, capaz de sensibilizar para novos princípios éticos.RESUMEN El ensayo investiga la relación entre lo corpóreo y los afectos en la ética, situando, en un primer momento, el abandono del cuerpo y la desconsideración de las emociones y sentimientos derivados del dualismo sustancial (cuerpo-alma) presente en la tradición platónica y cartesiana. En un segundo momento, presenta la posición de Spinoza que hace un giro al interpretar cuerpo y alma (o mente) como una unidad, proyectando una ética de la afectividad, que toma en consideración las afecciones del cuerpo. Por último, la estética se introduce en una relación de complementariedad a la ética, mientras que una dimensión capaz de atender las demandas generadas por la valorización de lo corpóreo y de los afectos en el proceso formativo. Lo estético tiene condiciones de accionar los sentidos y la imaginación, para promover un autoconocimiento, capaz de sensibilizar hacia nuevos principios éticos.ABSTRACT The essay investigates the relationship between the corporeal and the affections in the ethics, situating, at first, the abandonment of the body and the disregard of the emotions and feelings resulting from the substantial dualism (body-soul) present in the Platonic and Cartesian tradition. In a second moment, it presents the position of Spinoza who turns a twist in interpreting body and soul (or mind) as a unit, projecting an ethic of affectivity, which takes into account the affections of the body. Finally, aesthetics is introduced in a relationship of complementarity to ethic, as a dimension able to serve the demands generated by the appreciation of the corporeal and affections in the formative process. The aesthetic is able to activate the senses and the imagination, in order to promote a self-knowledge, capable of sensitizing to new ethical principles.
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HERMANN, N. (2018). O enlace entre corpo, ética e estética. Revista Brasileira de Educação, 23(0). https://doi.org/10.1590/s1413-24782018230051
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