Abstract
A mudança climática, o aumento de população e o adiar das políticas de saneamento colocam a cada dia mais pressão sobre os recursos hídricos, expondo suas desigualdades geográficas e sociais. Nesse contexto, o debate sobre a governança da água vem assumindo cada vez mais centralidade e atualidade, considerando diversos autores que o problema não é tanto de escassez, mas de uma crise de governança. No Brasil ganha maior destaque em momentos de dificuldades em abastecer as populações. O país tem seu diagnóstico feito quanto às dificuldades em implementar um modelo de governança que garanta maior eficácia às políticas, maior participação social e a escala de participação que estimule proximidade do cidadão com os problemas. O Nordeste tem um histórico de flagelo das secas, constituindo-se como elemento simbólico presente na identidade desta região. A resposta ao problema tem sido essencialmente encarada na perspectiva da convivência como semiárido, deixando de lado uma multiplicidade de questionamentos que envolvem todo o ciclo da água. Se, de um lado, é importante e fundamental uma abordagem transdisciplinar que faça o diagnóstico dos problemas, aponte soluções e proceda ao planejamento, de outro lado, é fundamental uma abordagem a partir das políticas públicas apontadas à gestão de mananciais, serviços e usos de água, saneamento básico, mas também de governança.
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Silva, B. O. da, Ferreira, J. G., & Santos, R. T. de L. dos. (2019). DIMENSÕES DA GOVERNANÇA DA ÁGUA NO NORDESTE BRASILEIRO. In Ensaios nas ciências agrárias e ambientais 4 (pp. 9–24). Antonella Carvalho de Oliveira. https://doi.org/10.22533/at.ed.4071916012
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