Abstract
Objetivo: Avaliar o perfil epidemiológico das vítimas de traumatismo cranioencefálico (TCE) que tiveram internação hospitalar em instituições cobertas pelo Sistema Único de Saúde – SUS, de 2000 a 2011. Método: Pesquisa descritiva com abordagem quantitativa. Utilizaram-se dados secundários provenientes do Sistema de Informações Hospitalares (SIH-SUS). Para o estudo, foram utilizados: taxa de internações por TCE por idade, sexo, ano, mês e duração da internação, óbitos hospitalares, diagnóstico secundário e valor da internação. Para fins de análise, foi utilizado o programa Tabwin. Resultados: O coeficiente de hospitalização em Sergipe variou de 22,8 a 38,1 por 100.000 habitantes e o coeficiente de mortalidade hospitalar foi de 4,5 por 100.000 habitantes por ano. As internações concentraram-se em homens (82,2%) e entre 20 a 39 anos (43,3%). A maior causa de internação e óbitos foram as causas cuja intenção é indeterminada (36,6% das internações e 42,4% dos óbitos), seguidas pelos acidentes de trânsito (33,2% e 32%, respectivamente). A letalidade hospitalar foi de 13,7%, sendo as agressões físicas e a faixa etária idosa as circunstâncias mais relacionadas ao óbito hospitalar. Conclusões: É necessário conhecer perfil da população acometida para traçar estratégias individuais e coletivas de prevenção desses agravos. O uso dos bancos de dados disponíveis é uma ferramenta valiosa nesse contexto.
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Viana, N. de J., Bohland, A. K., & Pereira, C. U. (2014). Internações por traumatismo cranioencefálico em Sergipe, de 2000 a 2011. Arquivos Brasileiros de Neurocirurgia: Brazilian Neurosurgery, 33(04), 306–317. https://doi.org/10.1055/s-0038-1626232
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