Entre o trabalhador e o vagabundo: produção de masculinidades na história da saúde no Brasil

  • Santos H
  • Nardi H
N/ACitations
Citations of this article
15Readers
Mendeley users who have this article in their library.

Abstract

Resumo A Política de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH) emerge em 2009, colocando como objeto de atenção o corpo social masculino. Tendo em vista que a saúde dos homens é uma temática atual nos estudos de gênero, buscamos retomar os principais movimentos de produção social de masculinidades atravessados pela medicalização em distintas conjunturas históricas. Para tanto, apoiamo-nos em operadores conceituais pós-estruturalistas que buscam tomar as masculinidades como frutos de determinados contextos caracterizados por relações de saber-poder e de ênero, além de outros marcadores sociais. A análise aponta para as condições de possibilidade que conduziram determinadas masculinidades ao campo da abjeção por meio da marcação racial e pelo dispositivo do trabalho enquanto estratégia de poder para a medicalização do corpo social masculino. Nesta seara, a versão brasileira das masculinidades transita pela linha limítrofe entre o trabalhador e o vagabundo, linha essa traçada por mecanismos de medicalização e criminalização operando concomitantemente.

Cite

CITATION STYLE

APA

Santos, H. B., & Nardi, H. C. (2018). Entre o trabalhador e o vagabundo: produção de masculinidades na história da saúde no Brasil. Temas Em Psicologia, 26(4), 2299–2316. https://doi.org/10.9788/tp2018.4-21pt

Register to see more suggestions

Mendeley helps you to discover research relevant for your work.

Already have an account?

Save time finding and organizing research with Mendeley

Sign up for free